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'Isto só me acontece a mim'

Escrito por:
Sara Freitas
3 minutos

Vergonha...

Passar por um momento difícil emocionalmente é “considerado” um dos momentos mais “vergonhosos” na nossa vida. Como já debatemos anteriormente, é nos incutido desde cedo uma vergonha e uma noção de que não é bom deixar que nos vejam a sofrer.

Repare quando chora, a primeira coisa que lhe vão dizer é não chore. Quando chorar é a principal forma de libertar as emoções, se não chorar o que acontecerá às mesmas?

Já imaginou um cano entupido? Pode aguentar algum tempo, mas eventualmente irá explodir e “fazer perca”. 

Perante este esconder dos momentos de transformação, pouco ou nada sabemos sobre quem está a passar pelo mesmo, como foi para aquela pessoa.

Já imaginou o quanto poderíamos aprender uns com os outros? Perguntar foi isto que sentiste? O que é que fizeste? Aliviaria metade do sofrimento, teria facilmente estratégias e experiências de outras pessoas para lhe ajudar a navegar pelas suas águas. 

Não existe uma fórmula mágica para nos guiar e que funcione para toda a gente, mas havendo uma base e diversas experiências de outras pessoas, torna-se mais fácil para ganhar conhecimento e experiência para escolher a sua.

Um peso carregado em conjunto torna-se mais leve...

Vamos por momentos imaginar uma caixa com 20 kgs, ela é muito pesada e se eu lhe dissesse que teria que carregá-la só, certamente que me iria responder que não conseguia.

Mas se tivermos várias pessoas para ajudar, o peso lentamente vai se tornando mais leve e suportável.

O mesmo acontece com os pesos emocionais, eles em muitos momentos tornam-se demasiado pesados, e fica com a dúvida onde poderia ter ajuda para carregá-lo. Pois existem vários fatores que fazem com que ele se torne insuportável.

Se alguém me tivesse dito...

O primeiro seria o medo do desconhecido.

Toda a gente passa por momentos de transformação na vida. A nossa vida é como um jogo, estamos constantemente a ultrapassar desafios e a subir de nível.

Existem partes do jogo que com facilidade ultrapassamos esses desafios, e outras onde ficamos presos e não encontramos a solução.

Na vida real, é semelhante, há passagens de níveis que são semelhantes a todos nós e que é suposto ocorrer, sejam mais tarde ou mais cedo.

Por exemplo, a passagem entre infância, juventude, adulto e sénior. Estas passagens vêm acumuladas de desafios e muitos deles são comuns.

Existem outros, como por exemplo, uma separação, a morte de alguém próximo, a saída da casa dos pais.

São assuntos pouco falados do ponto de vista emocional, ninguém diz abertamente o que sentiu ou como lidou com a vulnerabilidade emocional. Todos sofrem em silêncio.

O segundo, saber em quem confiar.

Outra dificuldade das pessoas em partilhar estas informações, vem com a dificuldade de saber em quem podemos confiar?

Temos amigos, conhecidos, família e profissionais. Mas tudo depende da nossa personalidade (há pessoas que partilham com mais facilidade do que outras), depende da relação com essas pessoas (por exemplo, há pessoas que convivem socialmente, mas não criam intimidade suficiente para ter essa abertura), depende também daquilo que lhe ensinaram, foi a manter os segredos da família e a sofrer sozinho para manter as aparências?

Se foi, não se sinta sozinho, é uma hábito verdadeiramente enraizado na nossa sociedade.

O terceiro saber o que fazer.

Depois de decidir em quem confiar, ou mesmo ser autodidata, vem o desafio de pôr em prática. Por onde começar?

Existem tantas formas de informação hoje em dia, é tão difícil saber diferenciar o que é real e o que é ilusão.

A maioria das pessoas defende aquilo que funcionou para si como a última ‘bolacha do pacote’, num momento onde toda a gente vende “ouro”, como ter noção de que existem vários quilates e de que eu posso gostar mais de um do que outro sem ser “errado”.

Com a partilha através das redes sociais de tantos “gurus”, é muito fácil perder o seu foco em se encontrar e entrar numa seita por engano.   

Quando estiver perdido, veja cada etapa do seu percurso como uma limpeza da sua vida e um reencontrar do que realmente lhe faz sentido.

Não existe um caminho perfeito, existe o que você escolher, só não fique preso a nada nem a ninguém. O objetivo é se encontrar, toda a gente que se cruza no seu caminho vem lhe dar uma mão, “use-a” para caminhar com apoio e não para se amarrar.

À medida que você vai polindo o seu diamante, aprende a gostar dele como ele realmente é e a maior aprendizagem vem de você aprender a ouvir e filtrar, sabendo que a última palavra é sempre sua.  

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